Steve Tyler, Voadora e Estranhos

"Sabe o que é engraçado? Não o conheço, mas me agrada." - sorriu, olhou para o chão sem graça e voltou o seu olhar para o horizonte.

"Ótimo! Se te agrada já é um grande passo. Onde o conheceu?" - perguntei a Ana curiosa.

"Não o conheci formalmente. Simplesmente nos esbarramos em um dia comum, em meio as pessoas.
Começamos a conversar e a sorrir." - ela sorriu de novo e tornou a olhar para baixo como antes.

"Sua mãe não te ensinou a não falar com estranhos?" - brinquei enquanto dei-lhe uma cotovelada de leve.

"Pior que ela sempre me dizia isso. Mas eu nunca obedeci. Maluca, né?" - ela riu e me olhou.

"Não. Se não falarmos com estranhos nunca serão nada além disso. Pessoas distantes, as quais sempre vamos imaginar a nossa maneira, e, parando para pensar, é um tipo de julgamento." - olhei de volta e sorri.

"Ainda bem. Não consigo esquecer o quanto me fez sorrir aquele estranho agradável." - sim, ela estava com cara de idiota.

"Ai, ai, Ana, vai começar tudo outra vez." - suspirei e levantei as mãos para o céu.

"Ótimo! Se apaixonar é gostoso!" - Ana tinha o sorriso maior do que o próprio Steve Tyler do Aerosmith.

"Levar uma voadora também é bem delicioso." - é, eu estava certa.

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