Porque Somos Humanos (e lerdos)

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Viaje em 3...2...1..





"Você está vendo lá em cima?" - disse ele apontando.

"O céu?" - ela respondeu querendo dizer o óbvio.

"Não. As estrelas! Repare em como elas brilham!"

"Impossível não reparar."

"Sabe porque brilham tanto?"

"Porque emitem luz própria, oras... todo mundo sabe."

"Resposta errada."

"E que resposta o senhor gostaria que eu desse, então?"

"Nenhuma.
Só fique quieta.
Encoste a sua cabeça aqui, fique em silêncio e sinta todo esse infinito de estrelas brilhando pra você hoje. Depois você me diz." - ele finalizou, deitando-se na grama, para olhar pra cima.
Ficou em silêncio.
Vez ou outra virava-se levemente para ver se ela estava fazendo como o combinado.

E ela se perdeu.
Acho que ficou encantada com aqueles brilhos espalhados por toda parte.
Aqueles dentes de leão feitos de luzinhas de Natal.
Quando, de repente, percebeu que pensava mais nele do que nas estrelas. 

"Brilham tanto assim porque querem nos dizer algo." - disse ela levantando-se do gramado e fazendo um sinal de jóia.

"Sempre." - o garoto respondeu esperando pelo enredo que viria a seguir.

Mas ela apenas olhou para ele e sorriu.
Na sua cabeça passava um filme mamão com açúcar hollywoodiano, onde, naquele momento, eles se beijavam e tudo começaria a ficar bonito e fazer mais sentido. Era simples e bonito, como deveria ser.

Era a hora.
Ela engoliu seco.
Soltou um sorrisinho nervoso.

"Então... até mais!"

Ele, por sua vez, fez o que tinha de ser feito.
Se despediu meio sem jeito e foi embora.
Sem ter a mínima ideia do que se passava.

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